24.3 C
Rio Branco
quarta-feira, 13 de maio de 2026
O RIO BRANCO
Política

Venezuela: governo do Brasil aguarda “verificação imparcial” de votos

Publicado em 29/07/2024

O governo brasileiro, por meio de nota do Ministério das Relações Exteriores (MRE), informou acompanhar “com atenção o processo de apuração” da eleição para presidente na Venezuela e parabenizou o “caráter pacífico da jornada eleitoral”. Eleitores foram às urnas no domingo (28/7).

Segundo o texto, o governo brasileiro “reafirma ainda o princípio fundamental da soberania popular, a ser observado por meio da verificação imparcial dos resultados”.

O MRE também “aguarda, nesse contexto, a publicação pelo Conselho Nacional Eleitoral de dados desagregados por mesa de votação, passo indispensável para a transparência, credibilidade e legitimidade do resultado do pleito”.

A nota vai de acordo com o posicionamento dado mais cedo pelo assessor especial de assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim. Segundo o assessor, é preciso cautela, e o Brasil aguardará todas as atas ao redor da Venezuela para reconhecer um resultado.

“Também não vou endossar nenhuma narrativa de que houve fraude. É uma situação complexa, e nós queremos apoiar a normalização do processo político venezuelano”, informou Amorim em nota à imprensa.

A população tinha de decidir entre dois principais candidatos: o atual presidente, Nicolás Maduro, e o opositor, Edmundo González.

Na madrugada desta segunda-feira (29/7), o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou Maduro como vencedor. A oposição, no entanto, alegou que González ganhou com ao menos 70% de votos, mas não apresentaram provas.

Após a divulgação da reeleição de Maduro, o site do CNE saiu do ar e continua inacessível.

Os opositores, em coletiva de imprensa, acusaram irregularidades no processo eleitoral e citaram dificuldade de acesso às atas impressas das zonas eleitorais. Eles teriam obtido apenas 40% dos documentos para checagem.

As vésperas do pleito foram marcadas por clima de tensão, com ameaças de Maduro de um “banho de sangue” caso perdesse e ataque aos processos eleitorais do Brasil e dos Estados Unidos.

 

[Metrópoles]

 

Compartilhe:

Artigos Relacionados

Governo nega reajuste salarial a professores federais em 2024 e greve continua

Jamile Romano

Lula diz que se Macron vê problema em Mercosul-UE ‘deve fazer proposta’

Raimundo Souza

Por que esposa de Moraes será atingida por sanções do governo Trump

Raimundo Souza

Lula convoca ministros para discutir reforma do setor elétrico

Jamile Romano

Alexandre de Moraes receberá Conselho Federal de Medicina para discutir aborto

Jamile Romano

Executiva nacional do PT afirma que eleição de Maduro foi ‘democrática e soberana’

Jamile Romano