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Acre

Turista chilena denuncia liderança indígena por estupro durante visita em comunidade no AC; suspeito nega

Publicado em 03/07/2025

A turista chilena Loreto Belen acusa o líder indígena Isaka Ruy de estuprá-la durante uma vivência na Aldeia Me Nia Ibu (São Francisco), do povo Huni Kuî, em Feijó, interior do Acre. Ela registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil, que confirmou a investigação. A jovem também denunciou o caso pelas redes sociais, em um vídeo que relata o que ocorreu. Suspeito nega o crime.

Em um perfil nas redes sociais, Loreto se descreve como nutricionista, terapeuta integral, estudante de medicinas ancestrais e médium. Ela visitou a terra indígena pela primeira vez em janeiro deste ano, quando passou 15 dias estudando a medicina da floresta.

No dia 15 de maio, ela voltou à comunidade para viver outra experiência na natureza. A turista comprou um pacote por cerca de R$ 5,5 mil para ficar várias semanas no local.

Contudo, segundo ela, a experiência tornou-se um pesadelo quando Isaka Ruy, um dos líderes indígenas, teria começado a tocar suas partes íntimas durante algumas atividades, tentado beijá-la à força e a estuprado no dia 17 de junho.

No dia 23 de junho, Loreto Belen procurou a delegacia para fazer a denúncia. A Polícia Civil de Feijó informou que instaurou um inquérito. O delegado Dione dos Anjos Lucas, que investiga o caso, explicou que a vítima foi ouvida na delegacia, fez exames médicos no hospital do município e apresentou vídeos gravados nos momentos do abuso.

Ele não informou se vai se apresentar à polícia para ser ouvido. “No momento, só tenho a certeza que vou provar minha inocência”, resumiu.

O delegado destacou que ainda não conseguiu ouvir o suspeito nem os familiares dele.

Ao g1, Isaka negou o crime, disse que prefere não falar sobre o caso e que já há um processo em andamento. Ele é procurado pela Polícia Civil de Feijó para prestar esclarecimentos sobre os fatos.

A turista recebeu ainda apoio e assistência do Departamento Bem Me Quer da Polícia Civil, que auxilia mulheres em situação de vulnerabilidade, e do Organismo de Políticas Públicas para Mulheres (OPM).

[G1]

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