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Especializado em pé torto congênito, ambulatório da Fundhacre já tratou 228 crianças em 2024

Publicado em 25/10/2024

No Brasil, estima-se que dois a cada mil bebês nasçam com a condição do pé torto congênito (PTC), uma das malformações mais comuns durante a gestação. Buscando o bem-estar desses pequenos pacientes, a Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre) conta com um ambulatório de ortopedia especializado no tratamento de PTC em crianças, em Rio Branco.

O pé torto congênito afeta ossos, músculos, tendões e ligamentos e é caracterizado pelo desvio dos pés, que se voltam para dentro e para baixo, prejudicando a mobilidade e o desenvolvimento motor se não tratado.

Com dois ortopedistas no ambulatório, além da equipe de apoio, os pacientes recebem tratamento baseado na técnica de gesso seriado, aplicada semanalmente, que consiste na colocação de gesso para corrigir gradualmente a posição do pé. Na fase seguinte, as crianças precisam usar uma órtese, a famosa “botinha”, até os quatro anos de idade.

De acordo com o ortopedista e coordenador do ambulatório, Nelson Marquezini, são atendidos, em média, 20 pacientes por semana. Só em 2024, já foram atendidos 228 pacientes, até o momento.

“Alguns estão em tratamento, trocando os gessos, e outros já passaram pela correção e fazem a revisão e troca de bota. Nosso trabalho aqui realmente transforma vidas, porque, sem esse tratamento, essas crianças seriam deficientes físicos. A gente consegue corrigir o pé e garantir que tenham uma vida completamente normal”, explica.

Também ortopedista e uma das responsáveis pelo acompanhamento das crianças, a médica Pothyra Pascoal esclareceu o processo: “Utilizamos o método Ponseti, que são manipulações gessadas toda semana. As mãezinhas têm que se programar pra vir até aqui toda segunda-feira de manhã e, semanalmente, a gente faz a troca de gesso. Geralmente são de quatro a oito gessinhos, até a gente conseguir a correção. No final, fazemos uma pequena cirurgia chamada tenotomia do tendão de Aquiles. Aí o bebê fica com mais três semanas de gesso e, quando tira, o pezinho já está corrigido. Depois disso, entramos na fase da órtese”, disse.

[Agência de Notícias do Acre]

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