Falhas no sistema de informática do Iapen explicam demora
“Minha mãe mora em Plácido de Castro e há três dias tenta tirar a carteirinha de visitante e não consegue. Ninguém explica nada”. O desabafo é de um irmão de um detento cuja mãe tenta visitar o filho como exige o Instituto de Administração Penitenciária do Acre.
Na OCA são vários os relatos. “O problema não é nem com o pessoal aqui da OCA”, diz uma esposa de um detento. “A questão é lá no presídio”.
De fato, o Iapen tenta implantar um novo cadastro tanto de familiares quanto de presos. Há muitos casos em que o familiar, quando chega à OCA para fazer a carteirinha, o nome do reeducando não consta no sistema. Daí a impossibilidade de confeccionar a carteira.
“Tivemos dois problemas que atrapalharam, de fato, o andamento dos trabalhos”, admite a gerente de Reintegração Social e Saúde do Iapen, Madalena Ferreira. “Nossos computadores não suportaram a quantidade de informações inseridas no novo sistema. Além disso tivemos um pico de energia que queimou até o nosso link da Embratel”.
A gerente lembra, no entanto, que a visita dos familiares aos detentos é regulamentada por uma portaria (975, de dezembro de 2014). Pelas regras estabelecidas ali, o Iapen tem até 10 dias para emitir o documento.


