Moderação evita fatores de risco para doenças crônicas
Segundo pesquisa Vigitel Brasil, a população de Rio Branco consome doces e refrigerantes em excesso. O estudo serve para monitorar fatores de risco para doenças crônicas, hoje, responsável por 72% dos óbitos no país.
Lucas Mortari não toma refrigerante há oito meses. Foi uma orientação que recebeu do médico, antes da cirurgia bariátrica. Com o procedimento, ele perdeu 60 Kg. O jovem músico, web design e empresário decidiu pela perda de peso, depois que não tinha mais disposição para tantas tarefas diárias.
De acordo com ele, retirar os produtos gaseificados do cardápio foi uma das medidas essenciais, na meta por uma vida mais saudável. “Eu tenho mais disposição. O refrigerante tira sais minerais por que é feito com água com PH zero, então sem sais minerais”, disse.
Lucas integrava a grande parcela da população de Rio Branco que aprecia doces e refrigerantes. Mesmo com muita gente partindo para a reeducação alimentar, o índice de consumo desses produtos ainda é alto.
Segundo dados da pesquisa Vigitel Brasil 2015 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), divulgada pelo Ministério da Saúde, um em cada 5 brasileiros consome doces em excesso e 19% bebem refrigerantes cinco vezes ou mais na semana.
De acordo com a pesquisa, feita em todas as capitais, com 54 mil adultos, em Rio Branco, 16,5% dos adultos entrevistados consomem alimentos com açúcar e 21,1% não abrem mão do refrigerante.
O endocrinologista Gil Lucena explica que muitas doenças podem estar associadas ao consumo excessivo desses dois alimentos. “O uso excessivo dessas substâncias pode ocasionar complicações como obesidade, surgimento de diabete tipo 2 em pessoas predispostas e o aumento da pressão arterial”, disse.
A pesquisa Vigitel monitora fatores de risco para doenças crônicas, atualmente responsável por 72% dos óbitos no país.
Além do açúcar, o refrigerante, que muitas vezes ganha do suco, devido ao preço mais atrativo entre outras características, merece atenção do consumidor que preza pela saúde. “Além do açúcar, alguns tipos contém alto grau de sódio e isso pode acarretar aumento da pressão arterial”, acrescenta.
Lendo a essa reportagem você deve estar pensando: preciso cortar definitivamente os doces e o refrigerante. Mas trazemos um alento, nós não! Na verdade, endocrinologistas aconselham a reduzir a quantidade.
“A orientação é que faça uso de forma moderada, não só do doce e do refrigerante, mas de maneira geral o consumo moderado de todo grupo alimentar”, completou.


