Por enquanto, não há relação de crime relacionado à eleição
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Roberto Barros, não vai acionar a Polícia Federal para investigar o assassinato do candidato a vereador por Porto Acre, Elivaldo Santana, morto com quatro tiros na porteira da fazenda que possuía.
Em reunião com a Polícia Civil, que está investigando o caso, foi adiantado ao TRE que o crime não teve motivação política.
O envolvimento do Tribunal Regional Eleitoral é apenas uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral, que está pedindo à PF que assuma os inquéritos de 20 assassinatos de candidatos a vereador.
Na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, são 11 casos. Foram registradas mortes de candidatos em São Paulo, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Goiás e Acre.
A Polícia Civil não divulgou oficialmente, mas está seguindo uma linha parecida com crime passional envolvendo terras e gado. Elivaldo Santana não tinha concorrido em outras eleições. Para os amigos, era um possível candidato eleito.
Apesar de ser um menores municípios do Acre, Porto Acre tem quase 100 candidatos a vereador, disputando nove vagas, e não existe, por enquanto, desavenças que possam levar á hipótese de crimes de homicídio. Se a polícia descobrir que Elivaldo foi morto por causa de sua candidatura, o município pode ganhar segurança reforçada nessa eleição.


