Fronteira exige esforço conjunto com Bolívia
Na madrugada de quinta-feira, duas pessoas morreram em Rio Branco envolvidas em assaltos a caminhonetes. Outra residência teve pessoas amarradas e amordaçadas. Em todos os episódios, havia vítimas que possuíam caminhonetes ou carros de luxo.
São veículos valorizados para o comércio criminoso de carros roubados na Bolívia.
Isso tem exigido das autoridades em Segurança Pública do Acre uma ação em duas frentes básicas.
O combate ao crime na abordagem mais óbvia: prender o assaltante; e também atuar com a diplomacia na área de fronteira. Essa é uma frente de trabalho mais complexa porque exige articulação política em outro país, o que exige o convencimento das autoridades de lá em ajudar a diminuir a criminalidade aqui.
Nesta quinta-feira, a Secretaria de Estado de Segurança Pública coordenou um encontro com autoridades bolivianas para tentar combater o crime de receptação. Os carros roubados no Acre são muitas vezes vendidos na Bolívia ou trocados por cocaína.
Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Combate ao Crime Organizado, realizou uma operação no 2º Distrito. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão. O Bope cooperou na operação, inclusive com uso de cães farejadores.
Oitenta policiais participaram da operação. Os bairros que foram objeto da operação foram Belo Jardim e Cidade do Povo.


