Mulheres resistiram e bloquearam acesso ao presídio
Às 7 horas da manhã, um grupo de mulheres de presos decidiu fechar a rua de acesso ao presídio Francisco de Oliveira Conde. Quarta-feira é dia de visita intima, mas os detentos avisaram que não receberiam ninguém. Desde segunda-feira não tem água nas torneiras do complexo.
As mulheres então decidiram fazer um movimento exigindo que a caixa d’água fosse cheia para a que os presos pudessem fazer a higiene pessoal. A estrada que dá acesso ao Barro Vermelho ficou fechada dos dois lados. Irredutíveis falaram que só sairiam quando os caminhões pipas chegassem com a água.
A direção do presídio prometeu que os caminhões já tinham sido contratados para que elas abrissem a estrada. Mas, a mulheres não aceitaram e informaram que o movimento só acabaria com a chegada dos caminhões.
O diretor da unidade, Leandro Santos, explicou que a culpa era do Depasa que não enviou água para o presídio e a empresa responsável por abastecer a caixa da água teve problemas com os carros-pipa.
Enquanto as mulheres faziam movimento na parte externa, a polícia se preocupava com os presos. Eles começaram batendo grade. Como o abastecimento demorou, houve um princípio de motim.
Colchões foram queimados. O Corpo de Bombeiros foi chamado e ao menos dois disparos foram feitos em uma das alas. Essa mulher disse quem uma viatura da polícia passou com o pneu por cima do pé dela.
Só depois de 5 horas, as mulheres abriram a estrada e a polícia controlou o movimento dos presos.


