Sete pessoas podem estar com zika vírus no Acre
Atendendo a orientação do Ministério da Saúde, servidores públicos recebem capacitação para implantação de unidade sentinela para zika vírus. O Hospital de Urgência e Emergência iniciou esta semana um dos ciclos da qualificação, que visa detectar e tratar casos suspeitos.
A partir de agora, algumas unidades do Estado vão passar a integrar o Plano de Contingência para combater ao vetor da dengue, chikungunya e zika vírus. Sobre as duas primeiras doenças, os trabalhadores em Saúde já estão bem informados, mas a última, zika vírus, ainda existem muitas perguntas que precisam de respostas.
O Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco faz parte do conjunto de unidades sentinelas. Hoje, os servidores de Saúde iniciaram um ciclo de capacitação sobre a doença. “Com objetivo de preparar pra atender aos pacientes que estejam com o zika vírus”, disse a gerente da área clínica do OS, Domice Vieira.
A enfermeira Ana Paula Medeiros, da Vigilância Epidemiológica do Estado, explica que há diferenças entre as doenças causadas pelo vetor aedes aegipty. “A chikungunya tem a característica das dores nas articulações, a zika, o mais forte, é a vermelhidão no corpo. A dengue, a febre é muito alta”, diferencia.
O zika vírus foi identificado pela primeira vez, no mês de abril deste ano, e a preocupação aumentou quando passou a ser associado a outras doenças. O Ministério da Saúde já confirmou, por exemplo, a relação do zika com a microcefalia.
Para as gestantes, além do acompanhamento rigoroso do pré-natal, outra medida preventiva é a proteção contra picadas de insetos. “Aconselhamos o uso de telas nas casas, repelentes e cortinados”, ressalta.
Por enquanto, o Acre não tem casos confirmados de zika vírus. Mas pelo menos sete pessoas que apresentaram sintomas da doença tiveram amostras de sangue recolhidas. O resultado dos casos suspeitos sai entre 15 e 20 dias.


