Nesta segunda-feira (19), antes de começar o expediente, servidores efetivos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) foram fazer um protesto na Avenida Ceará, em frente a sede do órgão. Fizeram barulho para chamar atenção, pois o grupo acusa a atual presidência do TCE de desvalorizar os profissionais que entraram via concurso público.
Tudo teria começado depois que o presidente do Tribunal, Ribamar Trindade, anunciou que os servidores efetivos teriam um reajuste de apenas 6% do salário, enquanto no dos cargos comissionados seria de 20%.
O presidente do Sindicato de Servidores do Tribunal de Contas do Estado, Lourival Júnior, disse que, além do reajuste de 20%, os comissionados recebem outros 20% como verba de representação. A presidência do Tribunal alega que é uma correção salarial e para os efetivos se trata de uma outra situação.
“Não existe carreira para cargo em comissão, o reajuste tem que ser isonômico para todo mundo. O que a gente pede para o Tribunal, na verdade, é que a recomposição salarial seja igual para todo mundo. Servidores concursados merecem ter o reajuste igual dos comissionados”, explica Júnior.
Depois do movimento na Avenida Ceará, o grupo foi para o hall do prédio do TCE, onde ficou por boa parte da manhã desta segunda-feira. O Sindicato pretende levar um grupo à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), onde o projeto do reajuste está tramitando e pode ser votado a qualquer momento.
“Os servidores estudam, passam em um concurso difícil e aí quando você tem a possibilidade de corrigir a inflação, passamos por momentos difíceis na pandemia, recebe essa notícia. É absurdo 6% para efetivo e 20% para comissionados”, explica.
A presidência do TCE, não quis se manifestar sobre o movimento e, por saber do protesto, o presidente Ribamar Trindade não apareceu no gabinete.
Matéria produzida pelo repórter Adailson Oliveira para a TV Gazeta


