Paralisação está marcada para sexta-feira
Depois da execução do agente penitenciário Anderson Albuquerque, 29, morto em frente de casa na noite dessa segunda-feira, o sindicato da categoria decidiu radicalizar.
Está marcada uma greve para essa sexta-feira e, enquanto o governo não sinalizar mudanças que garantam mais segurança nos presídios, a ordem é fechar os olhos durante as revistas que antecedem os horários de visitas de parentes nos complexos prisionais.
Andersom estava de serviço e foi até a sua residência para pegar um cobertor. Ao descer da moto foi alvejado por vários tiros. O assassino ainda pegou a pistola do agente e disparou mais vezes. Ao menos 10 balas se alojaram no corpo do agente que morreu na hora.
Na manhã dessa terça-feira, os colegas de Anderson se reuniram na frente do presídio de Rio Branco, onde, revoltados, criticaram o Governo do Estado pela falta de equipamentos de trabalho, essenciais para quem cuida do sistema prisional.
O agente Landstayner Weiner disse que todos estão com medo. “Saímos de casa e não sabemos se vamos voltar. Essa situação está insustentável”, concluiu.
Do presídio, os agentes seguiram em uma carreata pelas principais ruas de Rio Branco até chegar à avenida Antônio da Rocha Viana, onde a família velava o corpo de Anderson.
Na chegada, amigos e familiares se emocionaram com a homenagem dos colegas de trabalho.
Em menos de 72 horas é o segundo agente penitenciário morto em Rio Branco. Na sexta-feira, Edmilson da Silva Freire foi assassinado com quatro tiros no banheiro de casa por uma mulher que alegou ter sido estuprada pelo agente e resolveu se vingar. A polícia trabalha com a hipótese de execução. A mulher teria ligação com um preso do presidio Francisco de oliveira Conde.
No caso de Anderson Albuquerque, além da vingança de um preso, existe outra linha de investigação. O agente era o chefe de equipa no domingo quando agentes entraram em atrito com familiares dos presos durante a visita.
Os agentes fecharam o portão do presídio e nenhuma viatura saiu do complexo. Todas as audiências de presos ficaram prejudicadas.


