Rio seco escoamento da produção comprometido
A seca do Rio Acre ainda está longe de acabar e já começa a prejudicar a produção dos ribeirinhos. Os prejuízos já começam a ser sentidos tanto nas comunidades agrícolas próximas à Capital quanto na área urbana.
Nas comunidades ribeirinhas o baixo volume do rio causa problema por causa do transporte da produção. Para os agricultores que residem na área urbana, o problema é a falta de água para irrigar a pequena produção.
O agricultor Antônio Cezário, há 20 anos, trabalha na feira e hoje foi o último dia de serviço, pelo menos por enquanto. É que até o poço artesiano de 12 metros de profundidade que ele tem em sua propriedade, na Avenida Amadeo Barbosa, secou.
“Tá fazendo vinte anos que eu trabalho aqui nessa feira, nunca tinha me acontecido isso, pela primeira vez que eu tô vendo a água lá secando”.
Dessa forma, Cezário não tem mais como manter a horta, uma vez que esse poço é sua única fonte de água. O jeito vai ser esperar passar o período de estiagem. “Hoje mesmo eu vou lá atrás do rapaz pra ver se a gente consegue fazer outro poço mais fundo, e vê como eu vou conseguir adaptara água debaixo pra cima pra eu aguar essas coisas”.
Maria da Liberdade, por exemplo, disse que já começou a faltar couve, cheiro verde e alface.
Com essa escassez, a tendência é que essas hortaliças sofram ajustes no preço. “Começa a faltar as coisas e a as coisas que vem pra gente aqui já começam a subir de preço”, disse.
O secretário de Agricultura de Rio Branco, Jorge Fadell, explica que o principal porto de Rio Branco, localizado no Cadeia Velha, é utilizado principalmente por produtores das regiões do Catuaba, Panorama e Vista alegre, que juntos somam cerca de 300 famílias. Para essas comunidades, os ramais são alternativa.
“A navegação primeiramente é comprometida, embora isso seja compensado porque temos uma malha de ramais que consegue transportar produção sem problema. Mas, a produção tradicional de feijão, melancia, dos ribeirinhos e algumas hortaliças ficam comprometidas”.


