Jovem empresário já conheceu 107 países
Viajar sem destino e sem hora para voltar, conhecer países, culturas distintas, paisagens deslumbrantes e os cinco continentes. Esse é um sonho almejado por praticamente todas as pessoas. Já pensou em conhecer mais da metade do globo antes dos 30 anos?
Essa aventura é a realidade de um russo que decidiu sair de casa aos 18 anos de idade e desbravar o mundo sozinho, acompanhado apenas de uma mochila. Hoje com 21 anos, ele já conheceu 107 países e acumula experiências, amizades e ganhou mais duas cidadanias.
A título de comparação, é interessante destacar que a organização das nações unidas possui 193 países-membros, e esse jovem já visitou mais da metade deles.
O viajante Yasik Smirnoff explica porque decidiu embarcar nessa aventura. “A vida passa muito rápido, como se você tem 20, 30, 50 e você vê que se passa 50 anos muito rápido, porquê? Porque todos os dias, todas as semanas você faz a mesma coisa. O maior assassino da nossa personalidade é a falta de criatividade, você tem que explorar a sua vida você mesmo, tem que fazer as melhores coisas da melhor forma possível”.
Para encarar essa nova vida, sem a esposa, abrindo mão de tudo, mesmo novo, Yasik decidiu sair da rotina. O desafio foi melhor do que ele planejava. E já se vão cinco anos!
Hoje possui mais histórias do que a pequena bagagem em sua mochila. Em todo esse tempo garante que nunca mais pegou em dinheiro, vive somente de doações e se transporta por meio de carona. A própria roupa que estava vestido durante a entrevista foi um presente da pessoa que o hospeda em Rio Branco.
Os pés descalços dão o ritmo da caminhada, que vão seguindo sem presa e sem um rumo definido.
É assim que o russo quer continuar vivendo. Mas suas viagens não são somente para aventura. Na verdade, ele busca doações para uma clínica que possui na Guatemala, que ajuda pessoas carentes a terem acesso à saúde, tudo gratuitamente.
Está há 4 dias no Acre. Veio conhecer as tribos indígenas. Todo o seu trajeto é registrado por meio de fotos que são postadas nas redes sociais, principalmente no Facebook e no Instagram.
São lugares surpreendentes e um vasto conhecimento adquirido, o que produz no jovem a vontade de continuar. No Acre, já aproveitou para também eternizar essa passagem e registrou uma foto no lago da Ufac, perto das capivaras que habitam o lugar.
Mas, houve também situações inesperadas, como a que ficou perdido após andar por dois dias sem comer e beber qualquer coisa em um deserto da Mongólia. Nesse extremo, acabou desmaiando e foi encontrado por outro viajante. O resultado foi três dias em coma.
Apesar disso, o jovem disse estar vivendo muito bem. “Estou viajando por cinco anos no mundo sem tocar em dinheiro, mas eu não durmo na estrada e eu estou vivendo muito bem e em condições muito boas durante a maior parte do tempo. E eu estou tendo uma experiência muito boa de vida”.
De toda essa jornada, ganhou um apelido das pessoas que conviveu: ‘Russo Louco’. Para ele, loucura mesmo é não aproveitar as jornadas que o mundo oferece. Por isso ele segue caminhando.


