A dúvida é de quanto será o aumento
Depois das eleições, a população passou a sentir no bolso o preço do ajuste de contas diante da fragilidade da economia brasileira. E vem mais por aí: com a alta de 5% no diesel, o setor dos transportes clama por uma compensação. Esta semana, o sindicato das empresas do transporte coletivo de Rio Branco protocolou na Prefeitura de Rio Branco pedido de reajuste.
O Conselho Tarifário já discute as planilhas e os números. A intenção é que em duas semanas o prefeito já tenha um valor definido do novo preço da passagem estimada pelos empresários e representantes da sociedade civil que integram o grupo.
Segundo o superintendente da RBTrans, Ricardo Torres, não foi apresentado um percentual. “A prefeitura desonerou a tarifa retirando o ISS e outorga, a União já retirou o PIS e Cofins e manteve o equilíbrio por muito tempo. Agora é a hora de retomar o trabalho e revisar novamente, e ver os meios e alternativas que a prefeitura tem para trabalhar com a tarifa”, explicou.
Para a prefeitura, o reajuste é praticamente inevitável. Com aumento da inflação, do preço do diesel e do salário dos trabalhadores do transporte, as empresas têm argumentos suficientes para cobrar que a tarifa seja reajustada.
Atualmente a passagem do transporte coletivo de Rio Branco custa R$ 2,40, sendo cinco centavos a menos para o bilhete eletrônico ou o cartão. A capital do Acre está entre as sete capitais brasileiras e cidades acima de 500 mil habitantes com maior crescimento no número de usuários entre 2012 e 2013.
A opinião da população diverge sobre um possível reajuste. Enquanto para alguns é esperado o aumento, para outros, o valor atual da passagem já é caro o bastante. “Um pai de família, com cinco ou seis pessoas, para andar, cada um uma passagem. Então acho difícil, fica caro”, comenta o aposentado Aparecido Sodré. Para o atendente Alexandre Alves, o aumento é esperado. “Isso é normal, já faz tanto tempo que não se aumenta a passagem”, opina.


