Defesa Civil assegura que haverá vazante
O Rio Acre já passou da cota de alerta e casas de Rio Branco começam a ser atingidas. Segundo a Defesa Civil, a tendência é que o nível do rio baixe, mas a atenção será mantida de agora em diante por que historicamente as maiores enchentes acontecem a partir de fevereiro.
Às 6 da manhã desta segunda-feira, o Rio Acre havia ultrapassado a cota de alerta, registrando 13,72m. A cota de transbordamento é de 14 metros. Portanto, o nível está há 0,30 metros de alcançar esse patamar.
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, coronel George Santos, em todos os municípios cortados pelo Rio Acre, e que influenciam o nível das águas na Capital, houve vazante. As previsões meteorológicas indicam que nos próximos dias eles devem continuar baixando.
O coordenador afirma que a população em área de risco está sendo monitorada e não será desassistida. “A nossa preparação acontece no parque de exposição, com 168 box prontos para receber as famílias, caso seja necessário”, explica.
No bairro Seis de Agosto, na Travessa Édem, a água começa a alagar quintais e residências. A região é uma das primeiras a serem atingidas pela cheia do rio. Segundo a defesa civil municipal, o Rio Acre deve continuar vazando, mas, mesmo assim, é preciso manter a atenção, porque historicamente as maiores enchentes ocorreram nos meses de fevereiro e março.
Os moradores em área de risco estão apreensivos quanto ao comportamento das águas nos próximos dias. Mesmo com o sinal de alagação, a situação já é de transtorno. “A situação é crítica na minha casa. A água invadiu, o lixo está acumulado e a gente não tem pra onde ir. Temos que esperar até que retirem a gente de lá”, argumenta a dona de casa Maria José.
Crianças circulam nas águas poluídas. Algumas aproveitam a alagação para brincar. No local, há um esgoto, que agora se misturou à água da enchente. “Tenho medo das cobras, mas preciso passar pela água todo dia”, diz Gabriel da Silva, de apenas 11 anos de idade.


