Eles reivindicam melhores condições de trabalho
Ainda nesta semana, médicos residentes do estado, que atuam no Hospital da Criança podem parar as atividades. Setores como UTI, enfermagem e ambulatório ficarão comprometidos caso os profissionais mantenham a manifestação.
O Hospital da Criança conta hoje, com 12 residentes de pediatria. A carga de 60 horas semanais obriga os profissionais em início de carreira a ficar mais tempo no ambiente de trabalho. E está aí o problema. A categoria reclama de falta estrutura mínima para trabalhar.
“A gente tem uma sala só para fazer uso para qualquer atividade, seja para prescrição de medicamentos, para repouso ou para refeições diárias. A gente teria que ter duas salas separadas, uma para prescrição e avaliação de pacientes e outra como copa e dormitório, o que é de direito”, explica a pediatra residente Priscyla Garcia.
A pediatra explica que a falta de espaço físico adequado gera constrangimentos, além de comprometer o próprio atendimento aos pacientes. “Em situação onde o paciente passa mal, tem um sangramento, a gente não tem um espaço para tomar banho, trocar de roupa. Temos que sair pedindo, por favor, para usar o pouco espaço do hospital”, disse.
De acordo com médicos em especialização, já foram feitas várias cobranças à direção da unidade e a secretaria de saúde, mas não houve respostas. A paralisação segundo eles, foi a forma encontrada para forçar iniciativas. Contudo, os residentes vão aguardar o posicionamento dos gestores no decorrer da semana.
Segundo a Secretaria de saúde, o Hospital da criança passa por adequação de espaço e uma sala para prescrição está sendo preparada para atender os residentes.
Enquanto a sala de repouso não fica pronta, a direção da unidade está disponibilizando o espaço de repouso dos médicos, para os residentes.


