Prédios são saqueados: ao lado, invasão
A TV Gazeta denunciou, há cerca de um mês, constantes saques e depredações no Residencial Andirá, onde foram construídas mais de 200 unidades habitacionais. O investimento de quase R$ 12 milhões em uma das fases do projeto agora está envolvido por muito mato, abandonado.
Na primeira visita ao local, um vigia relatou à equipe da TV Gazeta que ficava
sozinho no lugar: as obras estavam paradas. Atrás do muro de metal, onde ficavam guardados os materiais da construtora, ele relatou que as unidades habitacionais eram saqueadas.
Dos apartamentos praticamente prontos para serem entregues foram arrancados forro de PVC e também roubaram fiação e vaso sanitário.
Na Delegacia de Flagrantes, está o resultado de uma apreensão do Andirá. Uma porta metálica e 11 caixas d’água. O material estava sendo revendido por um homem que furtou das casas populares e foi preso.
Recentemente, oito criminosos renderam o vigilante que ficava no residencial e fizeram o saque no local onde estavam guardados os materiais da construtora. Nesta semana, a empresa contratada pelo governo termina de retirar os pertences do residencial Andirá. A estimativa de prejuízo chega a R$ 2 milhões.
Ao lado do residencial, o contraste. A consequência na falta de gestão da política habitacional, aliada à crise econômica. No local, há três anos, iniciou a invasão Novo Cruzeiro.
Já são 150 famílias instaladas irregularmente. Pessoas que se sujeitaram a invadir porque não podiam mais pagar aluguel e não queriam “viver de favor”.
Caso por exemplo, de Edson Dias, que olha para o empreendimento e vê o sonho da casa própria se transformar em ilusão. “A gente pede que alguma autoridade que tem família que sabe o que é ter um teto pra morar, que tome alguma providência. Eu sei o que é viver humilhado. Tenho certeza que entregando essas casas vai acabar com o sofrimento de muitas pessoas”, disse o morador da invasão também conhecida como Cruzeirinho.


