Falta de medicação específica obriga ao uso de genérico
A rede pública de Saúde do Estado está com falta de medicamento contra sífilis congênita, quando a doença é transmitida para o bebê. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, o mercado farmacêutico não está oferecendo o antibiótico e o problema é nacional.
Mas, o Ministério da Saúde já apontou uma solução, sugerindo que outros dois antibióticos, que também tratam diversas infecções, substituam o medicamento em falta.
O número de casos de sífilis, doença sexualmente transmissível provocada por uma bactéria, vem aumentando no Brasil.
Segundo especialistas, a atual epidemia pode ser explicada por falta de medicamentos, baixa qualidade dos exames pré-natal e falta de uso de preservativos nas relações sexuais.
A maior preocupação é com mulheres grávidas que podem transmitir a doença para os fetos. A doença pode provocar aborto e más-formações no bebê.
De acordo com a gerente do Departamento de vigilância epidemiológica da Secretaria de saúde do estado (Sesacre), Eliane Costa, em maio deste ano foram distribuídas 7 mil doses do medicamento para tratamento da sífilis em gestantes. Mas, ao longo de um ano, prazo para envio de nova remessa, esse número pode não ser suficiente.
Outro problema é que está em falta no mercado farmacêutico o medicamento para tratamento de crianças que foram infectadas pela doença. “Nós não dispomos ainda desse medicamento na nossa rede porque a rede laboratorial não dispõe da matéria prima. Essa falta é em todo Brasil e também no mundo”, explica.
Contudo, a gerente explica que o Ministério da Saúde recomentou “um plano B”. Outros dois antibióticos que também tratam de diversas infecções podem substituir os medicamentos em falta.
“Nós temos orientação de utilizar tratamentos alternativos. Nós temos dois tratamentos com Doxiciclina e Ceftriacsona. São medicamentos que contém na farmácia básica, tanto os municípios podem adquirir quanto o estado também adquire. Estamos em processo licitatório”, afirma.
No Acre, o número de casos diminuiu, segundo informa a Sesacre. Em 2015, foram registrados 334 casos de sífilis em gestantes e em 2016, a doença atingiu 256 mulheres. A redução foi de 25%. Os números de bebês infectados também diminuíram.
Em 2015 foram registrados 72 casos e em 2016, foram identificados 65 casos de sífilis congênita. Como a vida vai além de números, é sempre bom reforçar que melhor que remediar, é prevenir.
“Nós temos disponibilizado preservativos femininos e femininos e testes rápidos. Pedimos que a população procure as unidades básicas e faça o teste rápido. É seguro e com 99% de ser identificada a infecção ou não”, orienta.


