Todos agentes públicos reféns foram liberados
A situação no presídio Francisco D’Oliveira Conde fugiu ao controle. Ainda não se sabe ao certo o número de mortos. De acordo com o presidente da Associação dos Agentes Penitenciários, José Janes, “entre mortos e feridos é algo em torno de 50 pessoas”.
Ambulâncias do Samu de cidades vizinhas à capital tiveram que ser acionadas para ajudar na assistência aos feridos. Os agentes públicos que estavam sendo mantidos como reféns foram liberados.
Dentro do presídio, integrantes das facções criminosas Comando Vermelho e Bonde dos 13, uma facção regional que disputa espaço no comércio de droga e domínio de presídios na região.
Policiais do Bope estão dentro da unidade. Durante o caos, muitos tiros eram ouvidos do lado de fora. Algumas alas estão pegando fogo. Corpo de Bombeiros está no local.
A rebelião aconteceu nos pavilhões J, L e K. Até o momento, apenas o pavilhão J continua rebelado, informa a assessoria do Governo.
A guerra foi declarada durante a semana. Nos últimos quatro dias, já foram contabilizadas 13 execuções na cidade de Rio Branco. Três delas apenas hoje.
Uma coletiva de imprensa está marcada para acontecer tão logo a polícia mantenha controle da situação.
Familiares dos detentos iniciaram um tumulto em frente ao presídio, inclusive bloqueando a via de acesso ao FOC, alegando que não estavam tendo acesso à informação. Um grupo de três mulheres foi organizado para que entrasse na unidade para buscar informações.
Governo confirma três mortes
A assessoria do Governo do Acre confirma três mortes dentro do presídio Francisco d’Oliveira Conde e quatro feridos. Oficialmente, não está confirmada a informação repassada pelo representante da Associação dos Agentes Penitenciários.
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