Pai do assassino do Antimary diz estar conformado
Luiz Alves Bezerra mora há 20 anos na Floresta Estadual do Antimary. Ele é pai de Lucimar da Silva Bezerra, o assassino do Antimary, que chocou o Acre ao assassinar Jardineis Oliveira da Silva, 23, e a filha dela, Amanda Oliveira da Silva, de apenas seis meses.
O jeito simples, a voz trêmula e embargada. Os olhos rasos. O choro querendo sair por nervoso e vergonha. Pelas declarações dadas aos repórteres Wesley Moraes, Jair Alves e Clériston Amorim, percebe-se um homem que professa a fé cristã, esquecida momentaneamente quando lembra o que fez o filho.
“Fiquei bastante aflito, bastante sentido. Como é que se faz uma perversidade dessas?”, pergunta ao lembrar do momento em que viu o corpo esquartejado da jovem Jardineis Oliveira da Silva. “Quem fez uma injustiça dessas merece ser feito a mesma coisa”.
Ele diz estar conformado com o desfecho do drama. “Agora, estou conformado. O que ele fez foi vingado. E quem fez isso com ele [Lucimar] eu não tenho queixa de jeito nenhum. O que é certo é certo. O que é direito é direito”, analisa o pai, antes de sentenciar em tom de revolta.
“Se eu viesse no caminho com uma arma e eu visse ele fazendo um trabalho daquele quem tinha acabado com ele era eu”, especulou o pai com os olhos marejados e o peito ofegante.
Traumatismo pode ter sido causado por pisadas
A causa da morte de Amanda Oliveira da Silva, 6 meses, foi hemorragia intracraniana causada por traumatismo craniano. Ele enterrou a menina em uma cova rasa. Para que o corpo se acomodasse de forma a não chamar atenção no pequeno espaço, ele usou os pés.
Isso pode explicar o traumatismo craniano. Lucimar Bezerra negou aos policiais que tenha dado joelhada na cabeça de Amanda. Os detalhes foram repassados pelo próprio assassino aos policiais do Pelotão Ambiental e policiais civis que acompanharam o trabalho de buscas ao corpo da criança há uma semana.
As equipes da TV Gazeta e do site AGazeta.Net retornaram ao local do crime, no último sábado (20), acompanhadas dos policiais do Pelotão Ambiental. Eles confirmam que, em nenhum momento, Lucimar esboçou alguma fragilidade ou sentimento de arrependimento.
Falava friamente e explicava passo a passo o que havia feito para assassinar mãe e filha.

































