Para este ano, coleta é estimada em 4 mil toneladas
A safra da castanha ainda não terminou, mas o balanço já é negativo. Este ano, a produção não deve passar de quatro toneladas. A redução é de quase metade da safra produzida em anos anteriores. A consequência disso é alta no preço do produto.
A lata de castanha comercializada hoje pela Cooperacre custa R$ 48. O valor é 38% maior que o cobrado no ano passado, quando a lata custava em média R$ 35. Segundo o superintendente da cooperativa, Manuel José, a queda na produção, aliada a outros fatores, explicam o aumento no preço do produto.
“A castanha subiu tanto em decorrência do mercado americano, com o dólar alto, então o poder aquisitivo dos compradores aumentou e também por que foi uma safra muito pequena e o consumo vem aumentando”, disse.
Em anos anteriores a cooperativa comprava em média 7 mil toneladas de castanha, para esta safra que termina neste mês de abril, a estimativa é comprar apenas 4 toneladas. A preocupação dos extrativistas não para em 2016, por que com a instabilidade das chuvas, a próxima safra também será reduzida.
“A castanha precisa que haja chuva e o sol imediatamente, por que o sol ajuda os frutos se desprenderem da árvore. Esse ano com o retardamento das chuvas os frutos demoraram a se desprender e a castanheira forma nova carga no momento em que ela descarrega aquela anterior”, explica.
Pra superar o gráfico decrescente da produção, o setor aposta no reflorestamento. A médio prazo, ou seja, a partir de 12 anos, quando a castanheira começa a produzir, é que as famílias de extrativistas poderão ver a produção aumentar.
“Vários empresários estão reflorestando, mas o governo do estado e a Cooperacre em parceria com BID e BNDES, estamos reflorestando bastante. Só esse ano plantamos em castanheira, 40 mil árvores”, completa Manuel José.


