Trabalho é da UnB e Memorial Chico Mendes
O projeto Sanear Amazônia inicia trabalho de análise da água consumida nas reservas extrativistas da região. Além de aferir a qualidade da água consumida, os técnicos e pesquisadores da UnB e do Memorial Chico Mendes (instituições responsável pela execução do trabalho) querem disponibilizar tecnologia para que as famílias tenham acesso á água pluvial (água das chuvas).
O primeiro estado a receber a ação do “Sanear Amazônia” é o Pará. No Acre, a previsão é que sejam beneficiadas 500 famílias da Resex Chico Mendes (municípios de Assis Brasil, Brasileia, Xapuri). O sistema a ser implantado é o que os técnicos chamam de “tecnologia social”: Sistema de Acesso à Água Pluvial Multiuso Comunitário e Sistema de Acesso à Água Pluvial Multiuso Autônomo.
A visita das equipes nas resex do Pará inicia nesta segunda (11) e segue até dia 18 de janeiro. “Será uma análise amostral da qualidade da água em 56 famílias, que representa 5% das 1.130 famílias beneficiadas com a construção da tecnologia social nas reservas extrativistas do Pará, onde atuam como executoras a Associação de Moradores da Reserva Extrativista Mapuá e o Instituto Vitória-Régia”, pontua o site do projeto.
“A análise da qualidade da água é feita com base em três indicadores de exposição: população consumindo água não potável no domicílio (qualidade da água para consumo humano); população consumindo água em quantidade insuficiente (acessibilidade a água); população desprovida de instalação sanitária adequada (relação de acesso à água e bem estar, privacidade e conforto). A partir daí, a análise se concentra nos seguintes efeitos: levantamento de parasitoses intestinais; prevalência de diarreia como indicador de efeito; satisfação com a comunidade onde vive e qualidade de vida”, explicam.
Não foi detalhado no site a data em que os pesquisadores farão visitas ao Acre. O projeto Sanear Amazônia recebe apoio do programa “Brasil sem Miséria”, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.


