Familiares querem mudar tipo de crime
Com gritos de “Justiça! Justiça! Justiça!”, amigos e familiares da adolescente Estefânia Guimarães, morta em janeiro desse ano, foram fazer manifesto nas escadas da Cidade da Justiça na manhã dessa segunda-feira.
A garota de 14 anos morreu após ser atropelada por um coletivo no dia 13 de janeiro desse ano, 10 dias após seu aniversário. A amiga de Estefânia, de 8 anos, também foi atropelada e ainda se recupera dos ferimentos.
Nessa segunda-feira seria realizada a primeira audiência na Justiça. Só que os depoimentos foram transferidos para quinta-feira (25). A juíza da vara de tóxicos e acidentes de trânsito está doente.
O pai da adolescente morta, Osmildo da Silva, quer mudar a tipificação do crime, para que o motorista Everson da Silva Figueiras não possa responder como se fosse um crime de trânsito.
“O que ele fez foi assassinato. Não faz diferença o que a pessoa está usando na hora para matar. Nesse caso ele usou um ônibus e tirou a vida da minha filha por nada. Tem de pagar”, reclamou.
Segundo a família da garota morta, o coletivo dirigido por Everson estava fora do itinerário e, ainda por cima, em alta velocidade. Estefânia foi morta na lateral da rua quando se dirigia para a igreja onde congregava.
A adolescente teve a cabeça esmagada e a criança de oito anos sofreu várias fraturas. “O pior é que a empresa onde o motorista trabalhava apareceu na minha casa para oferecer gasolina e uma cesta básica. O que eu vou fazer com isso? Eu não preciso de sacolão. Preciso de Justiça”, alegou.
A família ingressou uma ação de reparação de danos na Justiça e espera que, na esfera penal, o motorista seja responsabilizado pelo crime, mas com uma pena Justa.


