Marcha reúne mais de 2 mil na greve da Educação
Com a frase “não voltamos a trabalhar se o governo não negociar”, os professores percorreram as principais ruas do centro de Rio Branco.
Mais de 2 mil trabalhadores em Educação, segundo o sindicato da categoria, se mobilizaram para marcar a segunda semana de greve. Com bandeirinhas, apitos, sombrinhas e ‘panelaço’, eles chamaram a atenção do poder público.
Enquanto passavam pela escola José Rodrigues Leite, alunos e professores acompanhavam pelas janelas. Nesse momento, muitos sindicalistas entraram no prédio para convidá-los ao movimento. A tentativa foi frustrada, porque os alunos se posicionaram contrários à greve.
Esse tem sido um dos problemas enfrentados pelo movimento grevista. Muitas escolas não aderiram, enfraquecendo a mobilização. A unidade onde o professor Raimundo Nascimento trabalha é um exemplo disso.
Ele dá aula à tarde, mas, pela manhã, participou da marcha para apoiar os colegas que já deixaram as salas. “A greve está ficando forte. Então, vamos fazer uma nova reunião com os colegas pra que a nossa escola também entre em greve”, disse.
A greve dos trabalhadores em Educação é por reposição salarial de 25%, reforma da lei democrática que permite aos funcionários de nível superior concorrer eleição para diretor de escola, piso para os funcionários das escolas com formação técnica e revisão do 14º salário que foi retirado em 2014.
Segundo a presidente do Sindicato, Rosana Nascimento, os professores só retornam às salas de aula, quando houver negociação. “Desde que nós entramos em greve, o governo está fazendo de conta que os trabalhadores em educação não estão de greve. Queremos negociar”, disse.
O último ato dos manifestantes foi em frente à Casa Civil, onde ficaram aguardando respostas de uma reunião entre uma comissão da categoria e representantes do governo.
O secretário de Estado de Educação, Marco Brandão, falou a respeito da reunião desta manhã. Segundo ele, o encaminhamento dado aos professores é que eles reavaliem a proposta feita com base nos números apresentados pelo Estado, em relação a orçamento, finanças e recursos.
“Esperamos que, com base nos dados, eles, junto conosco, possam tomar uma decisão e encaminhar da melhor maneira possível, já conscientes de que em 2015 será impossível nós darmos algum ganho efetivo, considerando o cenário econômico, mas desenhando o cenário para o próximo ano,” disse Brandão.
Ele disse ainda que serão feitas mais duas reuniões esta semana, uma amanhã (2) à tarde para que o Estado apresente novamente os dados financeiros e orçamentários do Estado e outra na sexta-feira (3) para planejamento de algumas medidas a serem tomadas ainda este ano.


