Cheiro verde e alface estão 75% mais caros
Por causa das cheias fortes e contínuas do Rio Acre nos últimos seis anos, os ribeirinhos pararam de plantar às margens do rio e a produção da área de barranco caiu em 50% nesse período.
Para evitar prejuízos, o produtor rural que usava o barranco para buscar renda começa a buscar alternativas. Com isso, alguns produtos começam a faltar no mercado em determinados períodos do ano. Outra consequência é o aumento do preço. O cheiro verde e a alface estão 75% mais caros para o consumidor.
Nos últimos seis anos, o Rio Acre não deu trégua. Foram registradas fortes enchentes na zona rural, trazendo prejuízos com a perda das áreas plantadas e de animais. O ciclo de cheias mudou a rotina dos ribeirinhos que, para não ter mais perdas, decidiram abandonar os barrancos.
É cada vez mais comum nos mercados produtos como macaxeira, banana e melancia plantadas em áreas de terra firme. Nessa época do ano, quando o rio ameaça uma nova enchente, os ribeirinhos que ainda arriscam plantar nos barrancos começam a antecipar a colheita. O problema é que esses produtos como a macaxeira chegam com o preço mais baixo.
O secretário de Agricultura de Rio Branco, Mário Fadel, disse que as mercadorias que chegam ao Ceasa de Rio Branco durante a madrugada são vendidas em poucos minutos. “O sobe e desce das águas do Rio Acre vem mudando o mercado de hortifrutigranjeiros na Capital, e a tendência é que o mercado tenha que se adaptar a cada vez ter menos produtos vindos dos barrancos”, informou.


