Digitalização cria novas referências para Judiciário
O Tribunal de Justiça fez a doação de 52 mil processos que estavam arquivados para o Projeto Catar, que é uma cooperativa de materiais recicláveis. Os documentos que já foram digitalizados e fazem parte de um arquivo digital do TJ que estava apenas tomando espaço nos salas e gabinetes.
Os volumes passarão por uma trituradora que vai cortar os processos em pedaços pequenos, e, assim, evitar que as pessoas e documentos sejam identificados. Depois vai para uma prensa que deixará o material pronto para ser vendido.
O Catar está fechando um acordo com o governo peruano e as sobras dos velhos processos do Acre serviram para fazer novos produtos no país vizinho.
Um dos dirigentes da cooperativa, Francisco Correia, disse que foi a saída mais acertada do TJ. “Esse material seria queimado ou enterrado e só serviria para atacar (sic) o meio ambiente. Passando para nossa cooperativa, vai gerar renda para nós e tirar um problema do Judiciário”, completou.
O presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Roberto Barros, explicou que ainda existem mais 150 mil processos no interior do estado que serão repassados ao Projeto Catar.
Com a virtualização dos processos, o judiciário acriano conseguiu uma economia em torno de 80% no consumo de papel e tinta de impressora. “Foi uma alternativa louvável. Hoje temos 100% do Judiciário trabalhando com processos virtuais o que deixa mais ágil nossos serviços”, finalizou Barros.


