Presos serão transferidos em breve para Quinary
Com o presídio Francisco de Oliveira Conde superlotado, as delegacias da Capital passaram a enfrentar a mesma situação. A Justiça proibiu a entrada de novos presos no presídio a menos que uma vaga fosse aberta e, com isso, os detidos pela polícia passaram a ficar mais tempo nas delegacias. Sem estrutura, agentes, delegados e os próprios presos passaram a protestar.
Nesta segunda-feira, o secretário de Estado de Segurança Pública, Emylson Farias, comunicou uma ação paliativa ao problema. Até o final da semana, deve haver a transferência de detentos para o presídio de Senador Guiomard. Segundo o diretor do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), Martin Hussel, serão transferidos 200 presos.
Somente essa iniciativa não muda o quadro de superlotação do presídio da Capital. Aqui estão encarceradas 2.905 mil pessoas, o número é mais do que o dobro de vagas. O complexo penitenciário só deveria comportar 1.270 presos. Para piorar, as duas únicas obras para ampliação estão paradas, e mesmo que elas estivessem concluídas, o presídio ainda ficaria superlotado.
“A questão da superlotação é um problema que o Brasil todo enfrenta. Aqui no Acre temos trabalhado junto com os agentes penitenciários para a gente minimizar qualquer problema em relação à motins e rebeliões”, disse o diretor do Iapen.
Estão em construção uma edificação no pavilhão A, que vai abrir mais 169 vagas e outra na ala feminina, onde serão disponibilizadas mais 150 vagas.
Segundo o Iapen, as obras em atraso vão custar pouco mais de R$ 455 mil. A ampliação do pavilhão A ainda depende de uma nova licitação. “No final do ano passado, houve uma vistoria da Caixa Econômica e foi constatado que não poderia concluir com aquele contrato em razão de ultrapassar o valor do aditivo. Então, por isso, nós precisamos de uma nova licitação”, explicou o diretor.
O esforço não vai resolver o problema, por que seriam necessárias pelo menos mais 1635 vagas para atender ao que exige a legislação.


