Agências lotadas exigiam muita paciência dos correntistas
Iniciou em todo país nesta terça-feira, a greve dos bancários. Em Rio Branco, a paralisação trouxe muito transtorno à população que procurou atendimento nas agências. Quem optou pelas lotéricas, teve que enfrentar longas filas.
A greve não poderia começar em dia pior. Na segunda foi feriado do Dia da Amazônia e nesta terça-feira, os atendimentos acumularam, trazendo muitos transtornos a quem inevitavelmente precisou procurar as agências bancárias.
Esse grupo de operários de uma construtora, por exemplo, estava com o pagamento do mês em cheques. Sem poder entrar na agência e sacar no caixa, os operários ficaram do lado de fora, aguardando uma definição. “Eles não querem liberar para nós”, disse o trabalhador José Feitosa.
A gerente do banco não quis gravar entrevista, mas explicou que só poderia entrar clientes com prioridade, como idosos.
De acordo com o Sindicato dos Bancários, foram mantidos os 30% dos serviços essenciais como: processamentos de dados dos caixas eletrônicos e compensação, por exemplo. Enquanto adesivavam as vidraças das agências, os sindicalistas ouviam as críticas dos clientes.
“Eles querem ganhar mais, só que não trabalham direito pra isso. Atendem mal, a gente espera na prioridade e se chega um amigo deles colocam na frente. Tinha que ter alguém aqui na porta pra dar informação”, reclamou Lidiane Cunha.
A greve, segundo a categoria, foi inevitável e agora os clientes precisam procurar outros canais de atendimento. “Os clientes precisam procurar caixas eletrônicos, correspondentes bancários, internet banking, telebanco”, disse o presidente do Sindicato dos Bancários, Edmar Batistela.
Quem foi para as lotéricas teve que exercitar a paciência. Os estabelecimentos, sem estrutura pra receber tanta gente, ficaram lotados. Com longas filas, teve cliente que afirmou ter esperado até uma hora pra ser atendido.
A greve no setor bancário é por tempo indeterminado e os órgãos de proteção ao consumidor alertam aos clientes que eles estão amparados pela legislação e precisam cobrar seus direitos. Cheques e DOC’s, por exemplo, devem ter a compensação em prazos normais.
Os bancos devem ressarcir cobrança de multa e juros, em situação onde o consumidor comprove que não teve como pagar devido a greve.


