Decisão foi comunicada à juíza Luana Campos
Os 362 presos beneficiados com o cumprimento da pena em regime semiaberto não dormiram na Unidade Prisional 4, a Papudinha. O motivo alegado foi um só: medo de morrer.
No fim da tarde de segunda-feira, uma reunião entre representantes do Tribunal de Justiça, do Ministério Público e do Governo (direção da unidade prisional) pontuou o cenário de vulnerabilidade. Foi nesse instante que os próprios presos comunicaram à juíza Luana Campos que não dormiriam lá.
Ainda não se sabe exatamente quais medidas a Vara de Execuções Penais vai executar. O fato é que houve o descumprimento de uma decisão judicial. Ao mesmo tempo, o Estado não oferece garantias de preservação da vida dos presos porque não realizou nenhuma das obras exigidas pela juíza no que se refere à separação da unidade de maneira a manter isoladas as facções criminosas rivais.
“Eles falaram que vão jogar até uma dinamite”, desesperaram-se os presos em conversas com a juíza.
Nesta terça-feira, a direção da Papudinha vai reforçar a vigilância com a presença de 16 agentes penitenciários exclusivos para garantir a segurança no entorno da unidade, durante a chegada e saída dos detentos. Esses agentes, de acordo com a direção da Papudinha, são homens treinados para fazer esse tipo de trabalho.
Está marcado um protesto de presos da Papudinha na manhã desta terça-feira na sede do Fórum Criminal, na Cidade da Justiça.


