Tyrone Power foi preso na Operação Moikano
O presidente do Rio Branco Futebol Clube, Illimani Suares, concedeu uma entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (1º) para falar entre outros assuntos do clube, a respeito da prisão do zagueiro do time, ocorrida nesta terça-feira (30).
Illimani disse que o jogador Tyrone Power tinha o contrato com o time até o dia 30 de junho, ou seja, o contrato terminou ontem. Tyrone receberá apoio, mas, segundo Illimani, esse apoio não será financeiro.
Quanto à possibilidade de o fato prejudicar a imagem do time, o presidente disse acreditar que isso não ocorra, afinal, “Tyrone estava liberado no período em que esteve no time e essas coisas não vêm escritas na testa da pessoa”, disse Suares.
Entenda o caso
O zagueiro do Rio Branco Futebol Clube, Tyrone Power, 24, foi preso nesta terça-feira, 30, pela Polícia Federal durante a Operação Moikano desencadeada no Acre e em mais 12 Estados.
No caso da prisão do zagueiro, a Polícia Federal no Acre cumpriu um mandado expedido pela Justiça Federal de São Paulo. A operação teve como objetivo o combate ao compartilhamento de arquivos com imagens de abuso sexual de crianças e adolescentes na internet.
Foram cumpridos 31 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão. Segundo a PF, as investigações foram iniciadas em 2014, mas somente agora a Justiça Federal aceitou os pedidos de diligências.
Tyrone Power foi enquadrado por crimes previstos nos artigos 241-A, 241-B, combinado com o artigo 241-E, todos esses da Lei 8.069/90 – ECA, o Estatuto da Criança e do Adolescente, que diz respeito ao compartilhamento de material pornográfico com imagens de adolescentes via internet.
Segundo as investigações, o zagueiro mantinha uma página em uma rede social, na qual partilhava diversos arquivos envolvendo filmagens e fotografias de conteúdo pedófilo. Esses arquivos eram divulgados para todo o Brasil e para o exterior, formando extensa rede de divulgação de pedofilia, que já está sendo investigada pela Polícia Federal.
Os investigados responderão criminalmente, de acordo com suas participações, por armazenamento e compartilhamento de arquivos contendo pornografia infanto-juvenil, bem como por estupro de vulnerável nos casos em que se confirmarem as suspeitas de abusos sexuais de crianças.


