Na equipe deveria ter “um policial que conhecesse o Rio”
O presidente da Associação dos Militares do Acre (Ameac), Joelson Dias, avalia que a Força Nacional errou ao colocar em uma viatura três militares que não conheciam com segurança a rotina da cidade do Rio de Janeiro. “Os militares são oriundos de outros estados, e o Rio tem suas particularidades. Foi um erro da Força Nacional não ter enviado na equipe um policial que conhecesse o estado”.
A crítica faz referência ao ataque de traficantes a uma equipe da Força Nacional que entrou por engano em uma das favelas do Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. No episódio, o soldado Hélio Andrade, da Polícia Militar de Roraima, foi atingido na cabeça. Teve morte cerebral diagnosticada na quinta-feira.
Além da falta de um policial que conhecesse o local, Dias aponta outras falhas que resultaram no ataque, como a preparação dos agentes que teria sido muito rápida. “Eles foram pra cuidar da segurança nos estádios e em torno dos estádios, não pra patrulhamento nas ruas. Além disso, tiveram uma preparação muito rápida, talvez não tenha dado tempo de repassar a real situação do estado. O que sabemos do Rio é o que vemos pela TV”.
Ele ressalta ainda que a insegurança é um problema nacional. “Hoje a sociedade está refém de criminosos, seja nos bairros ou morros. Que país é esse em que um policial não pode patrulhar as ruas, a sociedade não pode andar tranquilamente? Naquele morro em que os militares foram atingidos, infelizmente, quem domina são criminosos e não o Estado, lá não impera o Estado Democrático e de Direito, mas o estado paralelo, o crime”.
O capitão Alen Ferreira é natural do Piauí, mas atua na Polícia Militar do Acre. Ele estava na viatura e foi atingido com um tiro de raspão. Em redes sociais específicas dos militares, ele tem sofrido diversas críticas pelo fato de ter saído do local do incidente e ter ido ao hospital de taxi.
O presidente da Associação dos Militares do Acre, Joelson Dias, disse não saber ainda detalhes da ocorrência e que a associação agora tem se preocupado mais com a integridade do capitão. “O que nós queremos é acolher bem o capitão, ele sempre foi um profissional exemplar. Vamos verificar como ele está, prestar toda assistência para que ele voltar a desempenhar o seu trabalho também quanto antes”.


