Situação em Rio Branco é de alerta para a doença
Segundo o último levantamento que identifica os bairros com foco de dengue e aponta o índice de criadouros do mosquito Aedes aegypti, a situação em Rio Branco é de alerta, contudo por semana estão sendo detectados apenas 10 casos suspeitos da doença. Contudo, a secretaria municipal de saúde já está preparando ações para a prevenção de uma epidemia.
O inverno amazônico que chega trazendo muitas chuvas também marca o início do período crítico para o aumento dos casos de dengue. Contudo, os gestores de saúde ainda se preparam pra esse momento, já que o período de estiagem este ano, deve ser prolongado.
Essa previsão cria oportunidade, pra que todos se previnam antecipadamente contra a doença que tem como principais aliados a sujeira e o descaso. É de costume se lembrar da dengue, quando os números de casos são alarmantes.
O último levantamento do LIRA, o índice de infestação predial em Rio Branco ficou em 3,42%, ou seja, ainda é estado de alerta, por que o índice satisfatório é abaixo de 1%. O resultado do LIRA equivale a relação entre o número de imóveis onde foram encontradas larvas do mosquito e o montante de residências pesquisadas.
Nas últimas semanas, foram registrados 10 casos suspeitos de dengue. Bem diferente do que foi aconteceu em janeiro, quando as unidades de saúde notificaram 634 casos suspeitos de dengue, em uma das semanas avaliadas.
Segundo o secretário municipal de saúde, Oteniel Almeida, através dos levantamentos feitos periodicamente estão sendo identificadas as áreas da cidade com maior infestação do mosquito Aedes aegypti. Nesses locais serão feitos bloqueios químicos e campanhas de educação em saúde.
Caixas d’água no solo e pequenos recipientes espalhados pelos quintais ainda são encontrados nesses bairros, e ali é que mora o perigo. “A gente continua com o indicador de que 80% dos criadouros estão dentro dos quintais das pessoas. A gente pede: caixa d’água destampada não pode, que as pessoas retirem as garrafas, vasos de plantas. Faça orientação com vizinhos pra que não deixe nenhum recipiente que possa acumular água”, disse o secretário.
O recolhimento de lixo e entulho das residências, pela prefeitura, segundo o secretário só acontece em janeiro. O serviço pode ser antecipado, dependendo da situação em dezembro. Mesmo assim, os agentes de saúde orientam a população desde já para as pequenas atitudes no perímetro familiar, que podem fazer a diferença no todo.


