A Prefeitura de Rio Branco realizou nesta segunda-feira (08) uma coletiva de imprensa para esclarecer uma denúncia feita pelo vereador Fábio Araújo, que esteve no galpão onde estão armazenados móveis e utensílios do Programa Recomeço no último sábado (06). Na coletiva foi definido que o programa será pausado até que se regularizem as questões burocráticas.
Com isso, diversas famílias que precisam desses utensílios serão afetadas e terão que aguardar até a regularização do programa, que até o momento não tem data definida.
Segundo o vereador Fábio Araújo que gravou um vídeo no galpão, a situação está complicada, pois segundo ele existem mais de 6 mil móveis abandonados e estragados que possivelmente não terão mais nenhuma serventia para as pessoas que precisam.
“Estamos aqui no Galpão do Programa Recomeço e eu quero dizer para vocês que o material prometido pelo prefeito está aqui no depósito apodrecendo e se estragando”, reclama.
Na coletiva de imprensa, a Prefeitura desacreditou a denúncia e a classificou como leviana. De acordo com o secretário de Gestão Administrativa de Rio Branco, Jonathan Santiago, houve atraso das empresas fornecedoras dos móveis e eletrodomésticos, o que justifica a demora na entrega do benefício.
“Foram mais de 20 mil itens adquiridos no Programa Recomeço, sendo a grande maioria colchões e travesseiros. Os bens que ele falou que estão apodrecendo e mofando tratam-se de apenas dois colchões, num universo de 4 mil colchões. Devido a um vendaval, 10 colchões molharam, sendo que oito foram recuperados. Esses dois foram separados. Além disso, houve um atraso por parte dos fornecedores”, comenta.
A secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Suellen Araújo, durante a coletiva, afirma que a intenção da Prefeitura nunca foi fazer politicagem ou assistencialismo. Alegou que todo o processo está documentado e será enviado ao Ministério Público, mesmo que este ainda não tenha solicitado.
“Todas as alegações que ele comentou, ele já sabia a resposta, porque ele tirou a lona que esses móveis estavam separados. Está tudo registrado, toda a documentação. Estamos finalizando tudo para mostrar ao Ministério Público e a todos os órgãos competentes”, diz.
Cerca de 30 presidentes de bairro estiveram presentes e manifestaram apoio à prefeitura em relação à denúncia.
Com informações de Wanessa Lima para a TV Gazeta


