Área serve para apoio a criminosos
O prédio abandonado onde funcionava o Bope (Batalhão de Operações Especiais), a grande quantidade de mato e a falta de segurança externa da Papudinha transformaram a entrada do complexo prisional, agora ponto de referência para acertos de contas.
Na noite desta segunda-feira (13), dois homens em motos atiraram seis vezes contra um detento, que não foi identificado, quando estava chegando ao complexo. Por sorte, erraram todos os disparos.
No dia 25 de junho, outros dois apenados foram surpreendidos à bala quando chegavam ao presídio onde ficam os presos do semiaberto que vão apenas dormir no complexo. Os dois sobreviveram aos ferimentos.
A Papudinha, como ficou conhecido o sistema prisional, começa a receber os presos por voltas das 18h. O local é escuro e cheio de mato o que facilita a ação dos matadores.
A equipe de reportagem da TV Gazeta voltou na manhã desta terça para mostrar que não existe segurança na parte externa do presídio. No local, o capim é alto e existem várias árvores, e, para completar, ainda existe o prédio abandonado onde funcionava o Bope.
Quem precisa chegar até a Papudinha obrigatoriamente passa na frente do imóvel que está com portas e janelas quebradas, o que facilita ao agressor ficar de frente com a vítima.
As dependências do batalhão foram invadidas por usuários de drogas, servem de sanitários e as antigas celas estão cheias de documentos jogados ao chão com os nomes dos policiais e seus plantões.
O Instituto de Administração Penitenciária e a Polícia Militar foram acionadas para falar sobre a falta de segurança no presídio. Resolveu se explicar por meio de uma nota, assinada pelo Sistema Integrado de Segurança Pública. Leia a íntegra:
Nota de Esclarecimento
A Secretaria de Estado de Polícia Civil – SEPC vem a público esclarecer, por meio da Delegacia da 4ª regional, que instaurou inquérito para apurar a notícia crime nº: 5980/2015 referente à tentativa de homicídio de um reeducando em regime semiaberto, segundo a denúncia, ocorrida na segunda-feira, 13, durante o retorno da vítima ao presídio para pernoite.
O caso foi registrado pelo plantonista na Delegacia de Flagrantes e será investigado pelo delegado Leonardo Santa Barbara, da 4º Regional, que se manifestará sobre os fatos na conclusão do inquérito. Sobre o policiamento ostensivo no local, a Polícia Militar informa que o 4º Batalhão de Polícia Militar, já realiza um trabalho de acompanhamento na saída dos reeducandos do regime semiaberto e vai fortalecer o patrulhamento durante a chegada desses detentos. Sobre o antigo prédio do Cefap e do Bope, ele foi repassado à Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).


