Pesquisador minimiza causas e valoriza resiliência
O meteorologista da Universidade Federal do Acre (Ufac), Alejandro Fonseca, foi um dos convidados do ‘Gazeta Entrevista’ da última quarta-feira, 19. O principal assunto da conversa como jornalista Rogério Wenceslau foi à cheia repentina do rio Tarauacá.
Em 48 horas, o nível do manancial subiu quase três metros. Seis bairros foram afetados pelas águas e mais de cinco mil famílias atingidas. Esta já é considerada a maior alagação nos últimos 104 anos.
A cheia em novembro, além de atípica, é considerada a maior dos últimos 104 anos. Alejandro explica que o início chuvoso, o chamado ‘inverno amazônico’, é a principal explicação para o fenômeno.
Além disso, o especialista enfatizou que a enchente repentina “poderia ter ocorrido em qualquer lugar da Amazônia.” Ele lembrou o que ocorreu no rio Madeira. A bacia do manancial recebeu um volume maior de água e registrou a maior alagação da história.
Sobre uma possível relação da enchente do Tarauacá com mudanças climáticas, Fonseca disse que é preciso manter cautela antes de fazer qualquer relação entre esses fatores.


