Empresas podem ter movimentado R$ 3 mi desde 2015
Antes da seis da manhã dessa quarta-feira (21) a Polícia Federal começou a cumprir os mandados de prisão, busca e apreensão da Operação Corpo e Alma, que levou para a cadeia empresários do ramo madeireiro, acusados de fraudarem documento de origem florestal (DOF) para derrubar árvores, transportar e beneficiar madeira ilegal.
Durante a operação que aconteceu simultaneamente na região do Abunã em Rondônia e no Espírito Santo, cinco madeireiras de Rio Branco foram alvos da investigação.
Os proprietários dos empreendimentos estão sendo acusados de montarem uma associação criminosa para emitir documentos falsos de origem florestal.
Com as guias preenchidas via internet, eles usavam para transportar madeira retirada de forma ilegal. No Acre, quatro pessoas foram presas, outras duas em Rondônia e uma no Espírito Santo.
Ao todo foram 24 mandados de busca e apreensão e 12 de condução coercitiva, quando a pessoa é levada pra prestar informações, mesmo contra a vontade.
A Polícia Federal pediu apoio ao Ibama para tentar identificar os locais onde as árvores foram retiradas e estima que o dano ao meio ambiente chegue aos 7.000 metros cúbicos de madeira, que daria para cobrir uma área de 200 hectares ou 300 campos de futebol.
Com o documento falso o grupo pode ter movimentado desde o início de 2015, R$ 3 milhões.
De acordo com o delegado Victor Negraes, que conduziu as investigações, o grupo criminoso, vai responder, também, por falsidade ideológica, lavagem de capital e crime ambiental. Este mesmo grupo vendia a madeira retirada de forma ilegal ou o crédito florestal do documento falso.
“Eles passavam esse crédito para outras empresas que davam o aceite como se tivesse a madeira e o crédito. Com isso, transportavam madeiras retiradas de áreas protegidas por lei”, explicou.
A investigação mostra como é fácil conseguir documento de crédito florestal, chamado de DOF. São os próprios empresários madeireiros que lançam os dados e criam os créditos on line.


