Apreensão feita pela Polícia Civil foi equivocada
No dia 10 de janeiro, cinco pessoas foram presas em flagrante em uma casa noturna localizada no Canal da Maternidade. Uma funcionária do local suspeitou que o grupo repassava notas falsas de R$ 100 e R$ 20.
A polícia foi acionada e os suspeitos receberam voz de prisão. Entre eles, estava um agente penitenciário. Na ocasião, o diretor de Polícia Civil, Nilton Boscaro acompanhou a prisão e acionou a Polícia Federal.
“Tendo em vista a qualidade suposta do falso, vai ser encaminhado para a Polícia Federal e lá vai detectar ou não a falsidade e ratificar ou não a voz de prisão em flagrante”, informou à época.
A Polícia Civil teria efetuado a prisão, após utilizar um instrumento a laser que identifica falsificação.
Nesta quinta-feira (28), a Polícia Federal comunicou que tudo não passou de um equívoco. “As moedas foram encaminhadas para o setor técnico e os peritos constataram que todas as cédulas eram verdadeiras”, afirmou o delegado Frederico Ferreira.
Segundo o delegado, no momento em que os suspeitos chegaram à sede da PF, foram informados sobre o objetivo da apreensão das notas, mas não foi mantida a prisão preventiva deles.
“Chegando aqui na Polícia Federal, identificamos que não havia elemento suficiente para a lavratura do auto de prisão. Não ratifiquei a voz de prisão da Polícia Militar e expliquei aos conduzidos o que estava acontecendo”, disse.
Os cinco homens presos pela Polícia Civil foram acusados de formação de quadrilha e crime contra o sistema financeiro. Para a Polícia Federal restou arquivar o inquérito. O dinheiro que foi apreendido será restituído aos proprietários.


