Sudeste é estratégico, mas foco é Peru e Bolívia
A Peixes da Amazônia tem enviado uma média de 10 TON semanais para o grupo Pão de Açúcar. Os detalhes do contrato são mantidos em sigilo por questões comerciais, mas a comercialização com um dos maiores grupo privados do país é motivo de comemoração entre os acionistas e agentes públicos.
Para a Peixes da Amazônia, a região Sudeste do país é estratégica por um motivo: consolidar a marca. No concorrido mercado da piscicultura, há produtos similares do segmento em empresas do Centro-Oeste com vantagens comparativas mais atraentes que o empreendimento acriano.
Um dos termômetros que mostra como o grupo acriano entendeu a necessidade de estar presente para os mais exigentes consumidores do país é o preço. Os acionistas entenderam que o momento exige “estar na gôndola de lugares estratégicos mesmo que seja para vender ‘no osso’”.
A expressão “no osso”, referindo-se a preço, significa “vender com margem de lucro mínima”. No caso da comercialização com o Pão de Açúcar e redes de restaurantes, a margem de lucro não ultrapassa 3%. É pouco, mas o olhar dos acionistas não mira o curto prazo.
Se o Sudeste não é a região mais competitiva para a Peixes da Amazônia, qual é o foco da comercialização? “Se São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília podem adquirir produtos similares, a nossa vantagem, além do mercado interno, está aqui ao nosso lado”, diz o presidente da Agência de Negócios do Acre, Ignácio Moreira, referindo-se aos mercados da Bolívia e Peru.
Moreira sabe que o pirarucu foi o peixe que teve maior aceitação. Cerca de 70% da comercialização da Peixes da Amazônia é formado por pirarucu. O desafio é aumentar a produtividade nos 5.147 tanques disponíveis para uma produção qualificada.
Os acionistas da Peixes trabalham com a possibilidade de fazer com que o produtor trabalhe preocupado em atender clientes específicos. “A ideia é fazer com que o produtor atenda ao padrão exigido por cada cliente”, adianta o presidente da Anac.
Comercialização com Argentina ainda em negociação
Existe a possibilidade de que a Peixes da Amazônia comercialize 100 toneladas de pescado com a Argentina. Mas, o contrato ainda não está concluído. Faltam trâmites burocráticos.
Há um conjunto de exigências que precisam ser atendidas. Atualmente, a Peixes da Amazônia ainda não tem licença para exportar para as Américas. Por enquanto, o Ministério da Agricultura só liberou comercialização para o mercado brasileiro.
Além das questões burocráticas, com os argentinos, o principal entrave continua a ser o preço. Além da Argentina, já existem “conversas” com Estados Unidos e Peru.
Embalagem a vácuo em dezembro
Deve começar em dezembro a comercialização do peixe embalado a vácuo. O setor supermercadista realizou pesquisas e constatou que as mulheres são as que mais realizam compras nos supermercados.
Na hora de comprar proteínas, a carne de peixe é, geralmente, descartada “por causa do cheiro”. A forma como o produto é oferecido espantava as consumidoras. A nova embalagem desenvolvida promete acabar com esse problema.
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