No momento, determinação judicial não será cumprida
Os detentos do semiaberto não conseguiram convencer a juíza da Vara de Execuções Penais. Nesta terça-feira, vão ter que voltar a dormir no presídio da “Papudinha”. Na segunda-feira, os detentos fizeram manifestos em frente à Cidade da Justiça, exigindo tornozeleiras eletrônicas ao invés de voltar a dormir no presídio.
Desde a terça-feira passada, quando houve um confronto entre facções, na qual quatro pessoas ficaram feridas, os internos ainda não tinham retornado. Mas, sem equipamento de monitoramento, os 308 detentos são obrigados a dormir no presídio.
Na parte interna da Papudinha, ainda é possível ver nos alojamentos os estragos da noite de terça-feira: colchões e roupas, tudo revirado.
O forro foi consertado. Para fugir das balas, os presos abriram buracos no teto para se esconder no forro ou sair pela lateral do prédio.
O diretor do presídio, Denis Pícolo, mostrou que é preciso levantar paredes para
fazer a divisão dos alojamentos. “Assim cada facção fica numa ala. Além da parede, é necessária a construção de banheiros, hoje existe apenas um que é coletivo. Essa medida se faz necessária para evitar que aconteçam confrontos novamente”, explicou.
No dia do confronto entre as facções, quatro presos ficaram feridos. Aproveitando a confusão, alguns detentos quebraram as portas da direção danificando os computadores do complexo. Para que a Papudinha não volte a virar cenário de guerra, outras medidas de segurança precisam ser tomadas.
A direção do presídio espera a limpeza de toda a vegetação que cerca o complexo além de construções que devem ser demolidas como o antigo quartel do BOPE, que atualmente é um prédio abandonado.


