Vigilância argumenta que a falta é em todo país
O Policial Militar Ivailton Pinto entrou em contato com nossa equipe de reportagem para denunciar a falta de vacina BCG nos hospitais de Rio Branco. De acordo com Ivailton, a sua filha nasceu no dia 18 deste mês, mas até o momento não recebeu a dose da vacina obrigatória em recém-nascidos.
Ele nos contou que ao ligar na Maternidade foi informado da “indisponibilidade da BCG em Rio Branco”, além de “não haver previsão” para chegada do medicamento.
“Na Maternidade, me foi dito que estava em falta a vacina, e que era pra evitar sair com a bebê até que ela seja vacinada. O problema é que eles não dão previsão, não explicam nada”, denunciou.
Resposta do Estado
De acordo com a Diretora de Vigilância em Saúde de Rio Branco, Luana Esteves, o Ministério da Saúde publicou um comunicado, nº 02/2015, no dia 9 deste mês onde trata da dificuldade do repasse de imunobiológicos a todo o país.
“Ontem mesmo entramos em contato com o Ministério da Saúde e nos foi informado que a BCG assim como outros imunobiológicos encontra-se em análise de controle de qualidade”, explicou a gestora.
A diretora enfatizou que o município de Rio Branco está monitorando as crianças que estão nascendo nesse período de falta da vacina. “Assim que a vacina chegar, vamos fazer a busca ativa destas crianças para que todas sejam vacinadas”, prometeu Luana.
Sobre a vacina BCG
A vacina BCG é prioritariamente indicada para crianças de 0 a 4 anos, com obrigatoriedade para menores de 1 ano, como dispõe a Portaria nº 452, de 6 de dezembro de 1976, do Ministério da Saúde (BRASIL, 2008d), e a Portaria nº 3.030, de 28 de outubro de 2010, que institui em todo território nacional os calendários de vacinação do Ministério da Saúde (BRASIL, 2010). No estado a vacina só é disponibilizada pela rede pública de saúde. Ela previne a Tuberculose, doença que pode afetar pulmões, e também causar infecções nos ossos, rins e meninges (as membranas que envolvem o cérebro).


