Crise leva Dnit a pagar com seis meses de atraso
A Superintendência do Dnit no Acre detalha o cenário de crise por que passa o órgão em todo país. Estima-se que o departamento acumule dívida calculada entre R$ 2 a R$ 3 bilhões. No Acre, a expectativa é que o pagamento das medições seja feito esta semana.
“Aqui no Acre, é preciso compreender que essa estrada nunca foi concluída”, pondera o superintendente do Dnit, Tiago Caetano, referindo-se à BR-364. “É claro que entendemos o papel integrador da rodovia para o povo do Acre e todo nosso esforço é concentrado para que a rodovia permaneça aberta, mas dependemos de repasses do Ministério do Planejamento”.
Caetano admite que, em todo país, em média, as empresas que prestam serviços para o Dnit estão levando seis meses para receber. “Nesse cenário de crise, o Acre não poderia ser diferente e estamos nos esforçando para garantir a estrada aberta”, afirmou.
Um dos trechos mais críticos, entre Tarauacá e o Rio Liberdade (30 quilômetros) as empresas têm garantido o trânsito. Para os engenheiros do Dnit, era nesse trecho que havia a possibilidade real de a estrada fechar. Até fevereiro, os técnicos planejam fazer a base com pedra nesse trecho de 30 quilômetros.
Dos 400 quilômetros que separam Sena Madureira do Rio Liberdade, as duas empresas que têm contrato com o Dnit mantêm equipes de plantão para garantir o trânsito na estrada na sequência dos rios Purus, Macapá, Jurupari.
Atualmente, o Dnit formalizou uma portaria em que estabelece o peso máximo de trânsito na rodovia federal: carretas acima de três eixos não podem circular entre os municípios de Sena Madureira e Cruzeiro do Sul. As péssimas condições do trecho são os motivos da proibição.
Veículos de dois eixos até 12 toneladas podem circular, assim como de três eixos com até 18 toneladas.


