Acusados devem sair da moradia em 48 horas
A Polícia Civil realizou nessa quinta-feira (12) a 3ª fase da Operação Lares e levou coercitivamente 37 pessoas para prestarem depoimentos. Todas são acusadas de comprarem casas de forma ilegal do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida.
A maioria morava em imóveis do conjunto Rui Lino III. A polícia descobriu que tem casos onde a mesma pessoa conseguiu até dois imóveis e um deles que mora no Mato Grosso do Sul, foi contemplado com uma moradia do Rui Lino III. Os mandados foram cumpridos assim que o dia clareou. As 37 pessoas foram levadas em ônibus para a sede da Polícia Civil.
Na semana passada o delegado Roberth Alencar, que preside a investigação entregou à Justiça o inquérito com os nomes dos membros da quadrilha que vendia as casas e outras 43 pessoas que estavam negociando os imóveis, mas, não receberam. Nesta quinta foram ouvidas as pessoas que receberam as casas do grupo criminoso e moravam nos imóveis.
Além de se explicarem a um delegado, uma decisão do juízo da 2º vara criminal deu um prazo de 48 horas para os acusados deixarem os imóveis. Segundo o secretário de Segurança Pública, Emylson Farias, as casas devem ficar livres para que a Caixa Econômica federal possa disponibilizar para quem realmente precisa. “Nessa operação vamos atuar de várias formas e serão várias operações, tantas sejam necessárias para acabar com essa prática criminosa”, ressaltou.
De acordo com a investigação as casas foram negociadas entre R$ 20 e R$ 30 mil. O principal crime dos acusados é que no ato de assinar o contrato mentiram o endereço antigo, apontando que moravam em áreas alagadiças, quando a polícia verificou, eram dados falsos.
Depois de ouvidas todas as pessoas foram liberadas e vão responder o processo em liberdade e nas próximas horas vão ter que providenciar a mudança.














