“Enterra sanitária” é feita para evitar contaminação
O empresário Paulo Eduardo Santoyo, da Acre Aves, estima em R$ 68 mil o prejuízo causado pelo apagão de sexta-feira na região do Alto Acre com a produção de frangos. Cerca de 9 mil cabeças tiveram que ser enterradas (enterra sanitária) para evitar contaminação. Com o apagão deste domingo, o empresário estima que aumente para 12 ou 13 mil cabeças de frango mortas e o prejuízo se aproxime dos R$ 100 mil.
O impacto atingiu diretamente a rotina de aproximadamente 20 pequenos produtores. “Isso com o apagão de sexta. Não estou contabilizando o do apagão deste domingo”, indigna-se Santoyo. “Isso quebra a cadeia produtiva, sobretudo do pequeno produtor, o que não tem gerador”.
Para a produção de frango, a energia elétrica é um insumo fundamental. Bastam apenas três horas sem energia para que a produção fique praticamente descartada. “Essa questão da energia precisa ser tratada com um pouco mais de seriedade”, revolta-se. “E o pior é que nós temos duas usinas monstras aqui do nosso lado.
O empresário disse que já entrou em contato com a direção da Eletrobras Distribuição Acre que, segundo ele, se exime da responsabilidade e aponta para o Operador Nacional do Sistema a falha na geração da energia. “Esses produtores não tem na produção de frango um hobbie. É a vida deles”, diferencia. “Vou tentar uma solução amigável, antes de acionar juridicamente”.
Para repor o prejuízo, serão necessários pelo menos 66 dias para que a cadeia entre novamente no ciclo de normalidade. Equipes de monitoramento da Acre Aves ficaram durante toda madrugada circulando entre as propriedades auxiliando os produtores.
Hoje, domingo, com o novo apagão, a estimativa é que a situação se agrave ainda mais.


