Feijão tem se tornado o vilão da cesta básica
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou uma pesquisa a respeito do valor da cesta básica nos estados brasileiros.
De acordo com os dados referentes ao mês de maio, Rio Branco aparece como a terceira cidade com maior redução no valor da cesta básica (-2,49%), custando em média R$ 335,31.
Embora os dados apontem redução, os preços nas prateleiras dos supermercados de Rio Branco mostram outra situação. O consumidor tem se deparado nos últimos dias com preços cada vez mais altos de produtos essenciais na mesa do brasileiro.
A dona de casa Norma da Silva, por exemplo, percebeu o aumento nos valores dos produtos da cesta básica. “Tá muito caro, principalmente o feijão”, constatou.
Para equilibrar as contas e não deixar faltar nenhum alimento em casa, ela conta que a saída é reduzir o número de produtos na hora da compra, “agora é diminuir na hora de comprar”.
A técnica em enfermagem Sebastiana Gadelha também observou o aumento de preços nas prateleiras do supermercado. “O que eu levava pro mês eu levo pra semana agora, e ainda não dá. Você tem que regrar o máximo que dá, está tudo mais caro”.
Ela também observou que o feijão foi um dos produtos que mais subiu de preço, “eu acredito que o que mais aumentou foi o feijão, o arroz e a carne. Como não tem como tirar o feijão, o jeito é diminuir na compra e diminuir na panela também”.
O vilão
O feijão tem se tornado o vilão da cesta básica. O produto antes encontrado com valores entre R$ 4 e R$ 6, hoje não é encontrado por menos de R$ 9 nos mercados da Capital.
De acordo o secretário de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar, Lourival Marques o aumento do produto pode estar ligado principalmente na baixa da safra do produto neste período, além do fato de que o Acre não produz feijão em escala suficiente para abastecer o mercado do Estado.
“Esse feijão que é colocado nos supermercados vem de fora, de Rondônia, Mato Grosso. E o valor é conforme a safra. Tem época que a safra é muito boa, e quando ruim, ou seja, falta feijão lá, o produto aumenta aqui”.







