Uma abordagem econômica da data cristã
Um aumento nas vendas de velas, em virtude do feriado de finados é esperado pelo comércio local. A expectativa de consumo pode ser observada por qualquer pessoa que frequente o interior dos supermercados e mercearias das cidades, que passam destacar o estoque de velas para venda aos consumidores com hábitos de visitas aos cemitérios das cidades nesse dia dedicado aos antepassados.
Mesmo com uma perspectiva positiva de vendas, mercado de velas deve faturar menos neste ano em relação ao ano passado, considerando o encarecimento da parafina, principal insumo de produção, que vai deixar as velas mais caras em pelo menos 35%, conforme a expectativa de mais de 600 fabricantes brasileiros.
Uma indústria local, há mais de 14 anos em funcionamento, se mostra otimista quanto à comercialização de velas para o Dia de Finados, em que pese não vislumbrar crescimento em relação ao ano de 2014. Para essa indústria, desde a sua entrada no mercado, o ano vigente pode ser considerado como o pior para a produção e vendas de velas para o Dia de Finados.
Deve-se levar em conta que a produção e comercialização de velas para o Dia de Finados demanda reforço de pessoal haja vista a questão de atender tempestivamente os pedidos dos clientes e mercado em geral. Por essa razão, logo no início do mês de agosto são abertas vagas para trabalho temporário na empresa.
Tendo em vista a situação econômica do país, o aumento do custo da parafina tornou-se um limitador o consumo no varejo, tanto que as vendas nessa mesma época do ano de 2014 já haviam superado os níveis atuais.
Quanto à expectativa de produção e vendas de velas para o ano de 2016 a indústria não vislumbra melhora no curto prazo, considerando que o efeito da crise ainda deve perdurar por muito tempo.
No mais não se pode imaginar o Dia de Finados sem milhares de velas iluminando a homenagem aos antepassados. Por essa razão esse ferido é considerado como a principal data para os fabricantes e vendedores de velas.
*Roberval Ramirez, economista


