Chuva forte expõe a falta de infraestrutura da cidade
Poucos minutos foram suficientes para alagar vários pontos da Capital. Na Avenida Ceará, por exemplo, próximo à Vigilância Sanitária do Município, a água subiu tanto que afugentou motoristas.
Apenas veículos altos passavam. O engarrafamento se formou e alguns condutores decidiram retornar usando o canteiro central.
Houve motoristas que aproveitaram o momento atípico para usar a contramão, passar pelo canteiro e atravessar o trecho alagado. A mulher que esperava o ônibus teve que subir no banco da parada para não molhar os pés.
O transtorno foi maior para moradores do Conjunto Nova Esperança. A água alagou várias residências e, revoltadas, as famílias fecharam algumas ruas para protestar.
O comerciante Marcelo Rocha amargou prejuízo com dois freezers e duas geladeiras. “É a segunda vez que perco mercadorias. Na primeira levei na esportiva, agora o negocio é mais crítico”, reclama.
Segundo os moradores, uma galeria com pouca capacidade de drenagem, construída há cerca de cinco meses é a causa do alagamento na região.
“Essa é a oitava vez que fechamos a rua em menos de três anos. Depois que fizeram a galeria mal feita pela Prefeitura de Rio Branco, só piorou as coisas”, disse o morador Gerlon Araújo.
Segundo a Defesa Civil, nas últimas 24 horas, choveu mais de 80 milímetros na Capital. Quase um terço do acumulado durante todo o mês.


