Comerciantes estão pessimistas com volume de venda
O comércio varejista de Rio Branco está apreensivo com a possibilidade de o governo do estado não pagar o 13º salário aos servidores públicos. O recurso que chega ao final do ano aquece o mercado local e em se tratando em ano de crise, representa um fôlego a mais, aos empresários.
Corte de recursos e queda na arrecadação são alguns argumentos usados pelo governo para justificar a falta de dinheiro em caixa. O que mais pesa nesse momento em que se aproxima o final do ano é o pagamento do 13º salário. Em alguns estados, os servidores já receberam a notícia de que terão os rendimentos parcelados.
No Acre, onde o governo sempre se orgulhou de manter os salários do funcionalismo público em dia, a crise também chegou e o executivo ainda não garantiu o 13º.
Para quem sobrevive do comércio, o momento é de apreensão. Na loja de Leonice Pereira, onde são ofertados produtos específicos para festas de fim de ano, como “amigo secreto”, por exemplo, falar em falta de 13º é assunto é preocupante. “A gente já trabalha o ano todo, já compra estoque pro Natal, o ano novo, aí fica complicado pra nós que somos comerciantes”, opina a empresária.
Os reflexos do não pagamento do 13º salário, para a Fecomercio, devem ser menos drásticos do que aparentam, afirma o superintendente Aurélio Cruz.
“Se a gente comparar com anos anteriores em que os comerciantes esperam um aumento de vendas no fim do ano por conta do 13º, a expectativa vai mudar. Mas, de qualquer forma, a gente tem garantia de que existe uma liquidez, que o estado mantém pagamento dos salários mensais em dia. Isso dá um fôlego. De qualquer forma, impacta. Mas, não drasticamente. Se, por exemplo, não estivesse pagando os salários em dia”, afirma.
Aurélio Cruz acredita que o país e o comércio em geral viveram ao longo do ano uma crise de confiança. No Acre, segundo ele, nos últimos dois meses, essa perspectiva do empreendedor melhorou e deve surtir em resultados para a economia.
Otimismo sempre é a melhor aposta para quem sobrevive de negócios. “Vamos torcer, vamos orar que vai dar tudo certo, que o governo vai pagar o 13º para os comerciantes ficarem melhor”, disse a empresária Leonice Pereira.


