Motocicleta pode ajudar a desvendar o caso
Lucídio de Sousa Barbosa saiu de casa para trabalhar no dia 13, última segunda-feira e não retornou. A família iniciou uma intensa procura pelo mototaxista de 48 anos, que teria dito a amigos, que depois do trabalho, iria para a estrada de Porto Acre, onde tem uma propriedade.
Na tarde desta quarta-feira (15), um morador do ramal Caipora, localizado na Estrada Transacreana, encontrou o corpo de Lucídio. Ele estava no pasto de uma fazenda, em avançado estado de putrefação.
Segundo policiais que atenderam a ocorrência, o corpo apresentava perfurações, provavelmente provocadas por arma branca.
A polícia foi chamada e o cadáver encaminhado ao IML. A família da vítima reconheceu imagens e fotos do corpo, antes mesmo da perícia realizar exames.
A Polícia Civil já tem suspeitos e trabalha com a hipótese de homicídio. Mas, segundo o delegado Fabrizzio Sobreira, como a moto da vítima não foi encontrada, a tese de latrocínio não foi descartada.
“Da forma como o corpo foi encontrado a gente caracteriza no primeiro momento como homicídio. A pessoa foi morta com requintes de crueldade, barbaramente esfaqueada. Temos que entender um conjunto de provas que estão sendo co-relacionadas para daí sim definir se foi homicídio ou latrocínio. Se teve ou não a intenção dos autores em levar os bens da vítima”, explicou o delegado.
Segundo a polícia, as investigações estão avançadas e num curto espaço de tempo, vai apresentar respostas à família de Lucídio. A motocicleta da vítima, para os investigadores é o ponto chave do crime. Encontrando o veículo será possível chegar mais perto dos autores e descobrir se foi homicídio ou latrocínio.
A família lamenta que o corpo tenha sido localizado tanto tempo depois, e também pede justiça ao mototaxista. “A gente quer Justiça porque quando ligamos para a polícia eles falaram que não podiam fazer a busca do meu pai, então a gente quer Justiça”, completou a filha da vítima.


