Categoria alega que diferença no tratamento traz prejuízos
Motofretistas se revoltam com a RBTrans e fecham por mais de quatro horas a rua que dá acesso à Câmara de Vereadores de Rio Branco. Dessa vez, a categoria não quis saber de conversa. Com o fechamento da via, o trânsito ficou lento no centro da cidade por quase toda manhã.
No primeiro momento, o grupo queria pressionar os vereadores, mas não houve sessão nessa terça-feira. O jeito foi agir sozinho: colocaram as motos no meio da rua e exigiram a presença do prefeito Marcus Alexandre, do diretor da RBTrans, Nélio Anastácio, e um representante do Ministério Público.
Os motofretistas reclamam que estão sendo perseguidos pela RBTrans. São várias multas porque estão carregando passageiros. De acordo com o presidente da cooperativa, Cleiton da Silva, eles não podem levar a esposa e filhos para lugar nenhum, porque se foram flagrados são multados em R$ 899.
“Depois que tiro o baú da moto e estou sem colete, minha moto vira um transporte comum, posso levar minha família para onde quiser. Mas, a prefeitura não entende assim e quer acabar com a nossa profissão enchendo a categoria de multa”, relatou.
Os motofretistas estavam com fotos onde denunciam que os mototaxistas estão fazendo o serviço dos freteiros e nem por isso são multados, e que a lei deveria ser para todos.
O caso mais complicado era do Erivaldo Martins que tem a permissão 01 da prefeitura. A moto foi apreendida há dois meses e ele ficou sem renda. “Só porque carregava um amigo, a moto foi parar no Detran, e agora como eu levo alimento para os meus filhos?”, perguntou.
O assessor da prefeitura de Rio Branco Manoel Lima, conseguiu convencer com o grupo a participar de uma reunião, onde a prefeitura vai buscar uma forma de evitar o descontentamento da categoria.
Com a reunião, os motofretistas decidiram abrir a rua, mas deixaram claro que a perseguição continuar voltam a fazer manifestos.


