PF ainda não contabilizou prejuízos com os golpes
Durante operação para desarticular grupo criminoso acusado de fraude em licitações públicas e no pagamento de indenizações trabalhistas, a Polícia Federal prendeu quatro pessoas em Rio Branco, levou outras quatro para depoimentos e cumpriu mais quatro mandados de busca e apreensão.
A operação batizada de Labor (trabalho) começou às 6hs dessa terça-feira. Um dos pontos mais visados pela investigação que tem um ano e meio foi no escritório de uma das empresas que fica em uma casa alugada na Rua Tapajós no bairro Isaura Parente, onde foram resgatados diversos documentos e computadores.
Segundo o delegado Leandro Ribeiro, que preside o inquérito, o grupo abria várias empresas de limpeza e manutenção para participar de licitações nas prefeituras do interior do Estado.
Quando o contrato acabava, os empresários demitiam os trabalhadores e não pagavam as indenizações trabalhistas. A Polícia Federal identificou e prendeu quatro pessoas ligadas diretamente às empresas, uma delas, um contador que ajudava a montar a documentação para o golpe.
“Centenas de trabalhadores ficaram sem receber as indenizações. O número de vítimas e o montante do prejuízo serão conhecidos nos próximos dias com a análise dos documentos apreendidos”, disse Ribeiro.
Outro crime praticado pelo grupo era a fraude nas licitações. Ao menos 10 prefeituras chegaram a fechar contratos com os acusados. Os envolvidos colocavam até três empresas, do mesmo grupo, para concorrer na mesma licitação, isso fazia com eles sempre ganhassem e fechassem o contrato.
As investigações vão apontar se os prefeitos ou servidores dessas prefeituras participaram diretamente da fraude. “Agora, ouvindo todos eles, vamos saber se alguém está disposto a colaborar e contar com detalhes como o esquema funcionava”, declarou Ribeiro.


